É que agora – aqui dentro – a casa foi ficando meio empoeirada,
como se toda essa mobília sentimental não tivesse sendo mais usada,
a janela foi deixada aberta e tanto vento foi passando,
levando as cores dos retratos e deixando o pó como ressarcimento.
Aqui em casa não tem mais conforto, tudo virou incômodo,
e às vezes nem em casa eu me sinto.
Não tem mais abraço, não tem mais teto para pintar de sonhos toda a noite,
nem tapete colorido para deitar no domingo.
Tudo daqui foi sumindo, não tem mais ninguém nessa casa,
só um eco se espalha quando eu volto e os passos ficam rangendo o assoalho,
e fica uma sensação estranha de ver cinza onde tudo foi festa e euforia.
Na porta de entrada eu sempre pedia um beijo, até que um dia o beijo foi de despedida.
3 comentários:
hey, hey.. q onda.. vamos dar uma festa de arromba xD
dodó...eis que visitando seu kukut descobri que você também tem um blogspot, e como eu ainda sou nova nisso, pq não ter mais um blog pra ler nas minhas longas horas de serviço ;)
Pelo menos cê ganhou um beijo. :P
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