sexta-feira, novembro 20, 2009

Sem Título

Eu não sou pergunta nem exclamação.
Não sou perfeição, nem feia nem bonita, nem exceção.
Tenho idéias demais, disposição de menos e um bloco de notas em branco.
Não tenho estilo próprio e admiro pessoas que pintam o cabelo de azul sem receio.
Não gosto de pessoas que reclamam de tudo e que só usam a palavra ‘não’.
Acredite, o vocabulário se torna bem mais extenso por se conhecer o ‘sim’.
Me faço de vítima, de intelectual , de psicóloga.
E quando me perguntam se estou triste digo que não, estou cansada.
Eu gosto de silêncio de dentro e as vezes de fora.
Eu quero mais emoção, mais açúcar , menos preocupação.
Quero viajar menos dentro de mim e ver tudo que está lá fora.
Na rua eu ando depressa mas no fundo eu sou só preguiça.
Adoro dar presentes, vivo dando fora, as vezes perco a hora mas sei que um dia eu chego lá. Dizem que sou doce, que sou estressada, que tenho papo cabeça , que sou engraçada, que sou um tédio, que eu sou demais e até que eu não existo.
O que eu sei sobre mim é quase nada. Tenho uma manchinha na perna, não sou boa em matemática, digo que sei cozinhar mas é rolo, só sei fazer massas. E com receita.

quarta-feira, novembro 04, 2009

Sonho

Porque quando fecho os olhos, é você quem eu vejo;
aos lados, em cima, embaixo, por fora e por dentro de mim.
Dilacerando felicidades de mentira,
desconstruindo tudo o que planejei,
abrindo todas as janelas para um mundo deserto.
É você quem sorri, morde o lábio, fala grosso,
conta histórias, me tira do sério, faz ares de palhaço,
pinta segredos, ilumina o corredor por onde passo todos os dias.
Deitada no ombro dele, ela via seu rosto muito próximo.
Esse era o sonho, nada mais.