quarta-feira, maio 19, 2010

Joana só, de sozinha

A melodia de Belle and Sebastian já não encantava mais como antigamente, nem som algum encantava mais a não ser o tic tac irritante de um relógio sobre a estante e o barulho distante de automóveis apressados que lembravam a Joana que apesar da solidão ela não estava em uma ilha deserta.
E como essa solidão dói...
Debruçada sobre o travesseiro, Joana sufocava o rosto para tentar impedir que sua lágrimas rolassem, mas a dor da ausencia latejava insistente, devorando percepções, esquecendo sonhos e planos e forçando um flash back de histórias que já deveriam ter sido esquecidas.
Amores perdidos, marcados, abandonados...
Rejeições, perdas, medos, falta de esperança...
Doía ainda mais lembrar que ela não tem um amor, porque seus amores nunca quiseram ou puderam ama-lá de volta.

Joana aperta o travesseiro desejando suplicante que um dia ela receba o pequeno milagre do amor.

sábado, maio 01, 2010

Eu te amei muito.
Nunca disse, como você também não disse, mas acho que você soube.
Pena que as mentes confusas não saibam amar. Pena também que a gente se envergonhe de dizer, a gente não devia ter vergonha do que é bonito.
Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas.
Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de vc e voltei e tornei a fugir.
São coisas dificeis de serem contadas, mas dificeis talvez de serem compreendidas - se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrario não será preciso.
Essas coisas não pedem resposta pra vc: eu só queria que vc soubesse do muito amor e ternura que eu tinha - e tenho - pra você.
Acho que é muito bom a gente saber que existe desse jeito em alguem, como vc existe em mim.